O mercado transacional da América Latina registrou um total de 1.062 fusões e aquisições, entre anunciadas e concluídas, no primeiro semestre de 2026, totalizando US$ 49.107 milhões, segundo o último relatório da TTR Data em colaboração com a Datasite e a Aon.
Esses números representam uma queda de 30% no número de transações e de 6% no seu valor, em comparação com os números registrados no primeiro semestre de 2025.
Capital Privado e Capital de Risco
No primeiro semestre de 2026, foram registradas 71 transações de private equity, das quais 18 têm um valor agregado não confidencial de US$ 10.014 milhões, o que representa uma diminuição de 14% no número de transações e um aumento de 102% em seu valor, em comparação com o mesmo período de 2025.
Com relação ao segmento de capital de risco, no primeiro semestre foram realizadas 174 transações, das quais 150 têm um valor agregado não confidencial de US$ 2.318 milhões, o que representa uma diminuição de 38% no número de transações e um aumento de 13% no capital mobilizado, em termos homólogos.
Enquanto isso, a Colômbia cai uma posição no ranking, com 79 transações (uma queda de 28%) e um aumento de 62% em seu capital mobilizado (US$ 7,03 bilhões). Por fim, o Peru apresenta uma queda na atividade, com 47 transações (uma redução de 23%), mas registra um aumento de 431% em seu capital mobilizado (US$ 4,177 bilhões).
Aquisição de Ativos
No primeiro semestre de 2026, foram registradas 273 transações de aquisição de ativos, das quais 140 totalizaram um valor agregado não confidencial de US$ 7,586 bilhões. Isso representa uma redução de 2% no número de transações e de 36% no valor total em comparação com o mesmo período de 2025.
Classificação de transações por país
Em 2026, em número de transações, o Brasil liderou o ranking dos países mais ativos da região, com 593 negócios (queda de 35%) e um aumento de 15% no capital mobilizado (US$ 32.557 milhões), em comparação com o ano anterior, o que coloca o país, juntamente com Argentina, Colômbia, México e Peru, entre os países com resultados positivos na região.
Enquanto isso, o Chile sobe no ranking, com 163 transações (uma queda de 13%) e uma redução de 13% no capital mobilizado (US$ 3.595 milhões). A Argentina vem a seguir, com 129 transações (uma queda de 5%) e um aumento de 38% no valor (US$ 4.672 milhões) em comparação com o mesmo período do ano passado.
Enquanto isso, o México cai no ranking com 118 transações, representando uma diminuição de 19% no número de transações e um aumento de 21% em seu valor (US$ 10,911 bilhões) em relação ao ano anterior. A Colômbia, por sua vez, registra 91 transações (uma queda de 29%), mas um aumento de 50% no capital mobilizado (US$ 7,230 bilhões).
O Peru, por sua vez, registrou 58 transações (uma queda de 21%) e um aumento de 313% em seu capital mobilizado (US$ 4.337 milhões), em comparação com o primeiro semestre de 2025.
Escopo transfronteiriço
No âmbito transfronteiriço, o apetite de investimento das empresas latino-americanas no exterior destacou-se no primeiro semestre de 2026, especialmente na Europa e na América do Norte, onde foram realizadas 42 e 22 transações, respectivamente.
Entretanto, as empresas que realizaram as transações mais estratégicas na América Latina são da América do Norte, com 163, da Europa (146) e da Ásia (37).